É já ali…
Neste fim de semana, enquanto Castro Verde assistia ao Festival Planície Mediterrânica, o projeto Arquivo das danças do Alentejo esteve em diversas localidades do Concelho em uma verdadeira maratona de gravações. Casével, Sete, São Marcos da Atabueira, Castro…
Os registros farão parte de uma série de links indicados no Caderno de danças do Alentejo Vol. 01 que será editado ainda este ano.
Desde o início desta iniciativa as gravações das danças em áudio e vídeo permearam as conversas e o planejamento da pesquisa.
Realizar o registro com dançadores locais foi sempre uma questão de base para nós. Questão que na prática revelou-se complexa. Tanto no que diz respeito à logística, quanto ao que diz respeito a encontrar e reunir um grupo de dançadores.
Nestes dias, tivemos a oportunidade de realizar gravações em condições variadas. Do grupo “As Papoilas do Corvo”, que já tem quase dez anos e é formado por senhoras da aldeia que reviveram o baile da sua juventude a jovens locais, alentejanos emigrados e dançadores da onda dos bailes trad dos dias atuais, entraram todos para as danças do Alentejo.
A mim, agradaram-me muito as gravações. Olho para estes registros e sinto um ar de naturalidade, de integração, percebo que as danças que gravamos estão nos corpos das pessoas que vieram dançar para nós. Percebo a diferença entre uns e outros.
Talvez a maioria das pessoas não chegue a assistir (pelo menos por agora) os ensaios, as conversas de bastidores, o re-ensinar/re-aprender de uns com os outros que estão também nos nossos arquivos e que revelam o processo de dançar em conjunto das danças tradicionais e populares.
No final destes longos dias de empreita saio de Castro com a sensação de que as nossas gravações mostram gente a dançar para gente que vai dançar. Percebo nelas a capacidade de alguém em um país distante ver uma dança portuguesa e levar para a escola como uma atividade cultural.
Um dos rapazes que dançou conosco e que é músico gravou também e disse logo: “Vou roubar essa música pra tocar nos bailes, tá bem?” Está bem! Que bem…
Perceber que as nossas gravações talvez possam ser pontes para que mais e mais gente toque e dance o repertório dos bailes cantados do Alentejo é uma alegria. Contamos com isso.
Agradecemos aos nossos dançadores destes dias que tornaram possível esta etapa do trabalho: Ana Valadas e António Manuel Torres Guerreiro, Maria Luisa Gouveia, Vitor Manuel Cordeiro, Dora Alexandra Algarvio, Milena Luisa Martins e as Papoilas: Hermínia Horta, Amerildes Maria Francisca, Maria Luisa Afonso, Maria Vitória Felizberto, Bárbara Maria, Maria Barbara Cavaco Faustino, Ilda Maria Constantino, Maria Adelina Santos.
Um agradecimento mais que especial ao Pedro Mestre. Já não sei se devo chamá-lo tocador, construtor, dançador, professor. Prefiro dizer que a presença do Pedro, como incentivador e pesquisador da cultura local, a meu ver, cria possibilidades para que um imenso repertório, não só de músicas, mas também de saberes, ganhe décadas de vitalidade pela frente.
Obrigada a todos que participaram e Melides que nos aguarde – estamos chegando!


Eu é que agradeço por me terem deixado dançar!:)
Beijinhos a todos!
Dora
Por: Dora Algarvio em 15/09/2010
às 8:16
Dora,
Que bom que você esteve conosco nesta empreita!
Contamos com todos para o grande baile.
Continue seguindo as novidades por aqui.
Até breve, abraço,
Lia
Por: Lia Marchi para Arquivo das Danças do Alentejo em 16/09/2010
às 15:14
Olá!
Podes alterar o meu nome no post? Sou Dora Alexandra:)
Por: Dora Algarvio em 22/09/2010
às 11:37
É já agora! Já está!
Desculpe o erro.
Lia
Por: Lia Marchi para Arquivo das Danças do Alentejo em 23/09/2010
às 13:28
Olá Lia, foi com enorme que no passado fim de semana participei neste seu trabalho de recolha. Para mim foi uma experiência muito enriquecedora, não só a nivel pessoal, como profissional. Estarei sempre disponivel para aquilo que precisar. Afinal a cultura não tem fronteiras…
Bjs, Bom Trabalho.
Até Breve
Por: Ana Valadas em 16/09/2010
às 12:33
Ana!
Obrigada pela companhia!
Foi ótimo contar com o vosso apoio.
Com certeza vamos voltar e continuar no pé de baile.
Abraço forte e até já,
Lia
Por: Lia Marchi para Arquivo das Danças do Alentejo em 16/09/2010
às 15:13
Lia: isso é que é trabalhar, sobretudo no alentejo aqui perto. desejo-te uma boa empreita por melides.
abraço do helder raimundo.
Por: helder raimundo em 19/09/2010
às 22:19
Helder,
Obrigada pelo incentivo!
Ainda mais vindo de quem tem feito tanto aí no Algarve.
Conto com você no lançamento para comemorarmos juntos.
Abraço forte, até breve,
Lia
Por: Lia Marchi para Arquivo das Danças do Alentejo em 20/09/2010
às 9:38